Ata produzida com auxílio de IA
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29 de Outubro de 2025
ATA 002/2025 - Revisão 002
Informações
- Preparado por: Carlos Frederico Bastarz - relator e Gilson de Paula e Silva - assessor administrativo
- 29 de Outubro de 2025
Coordenação: Saulo Ribeiro de Freitas e Pedro Leite da Silva Dias
| REVISÃO | DATA DA REVISÃO | ALTERAÇÕES |
|---|---|---|
| R000 | 07/11/2025 | Publicação da gravação e arquivos anexos |
| R001 | 07/05/2026 | Publicação da revisão 001 |
| R002 | 23/06/2026 | Publicação da revisão 002 |
Membros Participantes
-
Brasil
- INPE: Antonio Ocimar Manzi, Carlos Frederico Bastarz, João Gerd Zell de Mattos, Jorge Luís Gomes, Luciano Ponzi Pezzi, Luiz Flávio Rodrigues, Paulo Yoshio Kubota, Renato Galante Negri, Saulo Ribeiro de Freitas.
- UFRJ: Afonso de Moraes Paiva
- MCTI: Antonio Marcos Mendonça
- WMO: Daniel Alejandro Vila
- UFCG: Enio Pereira Souza
- UFPel: Fabricio Pereira Härter
- FUNCEME: Francisco das Chagas Vasconcelos Júnior
- INMET: Gilberto Ricardo Bonatti
- FAB: José Hélio Abreu Nogueira
- UFPA: Julia Clarinda Paiva Cohen
- INPA: Luiz Antonio Candido
- CENSIPAM: Marcio Nirlando Gomes Lopes
- USP: Pedro Leite da Silva Dias, Ricardo de Camargo
- LNCC: Roberto P. Souto
- ELETROBRAS: Marlos José Ribeiro Guimarães
- BIOFY: Lucas Euzébio
-
Argentina
- SMN: Yanina García Skabar.
-
Chile
- UV: Jorge Arevalo
-
Costa Rica
- UCR: Daniel Poleo
Local, Data e Hora
- Plataforma ConferênciaWeb
- 29 de Outubro de 2025, das 14:00 horas às 17:00 horas
Link da gravação
Repositório das apresentações
Reunião do Comitê Científico do Modelo Comunitário de Previsão do Sistema Terrestre (MONAN). Em 29 de outubro de 2025, às 14h, reuniu-se ordinariamente de forma remota o Comitê Científico do Modelo Comunitário de Previsão do Sistema Terrestre (MONAN), contando com a presença de pesquisadores e representantes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), da Universidade de São Paulo (USP), do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), da Itaipu Binacional, além de representantes internacionais da Costa Rica, Argentina e Peru. A presente ata registra a memória da reunião realizada e congrega as informações apresentadas durante os debates, tendo como objetivo geral a avaliação do progresso técnico das componentes atmosférica, oceânica e de assimilação de dados do modelo, bem como o planejamento das metas pré-operacionais para o biênio 2025-2026.
A condução da abertura dos trabalhos foi realizada pelo Dr. Saulo Ribeiro de Freitas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e pelo Professor Dr. Pedro Leite da Silva Dias, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo, que deram as boas-vindas aos participantes e apresentaram a pauta do encontro, destacando a densidade dos temas técnicos a serem percorridos. O Dr. Saulo Freitas apresenta os novos membros do comitê, destacando a entrada de Daniel Poleo, do Instituto Meteorológico Nacional da Costa Rica, de Marcelo Zaikovski, representando a Itaipu Binacional, e de Marcos Antônio Júnior, em substituição a Gilberto Bonatti pelo Instituto Nacional de Meteorologia. Daniel Poleo expressa sua satisfação em integrar o projeto, esclarecendo que a Costa Rica busca alternativas ao modelo GFS para a previsão de eventos severos como furacões e ondas tropicais, vendo no MONAN uma oportunidade estratégica para a região centro-americana. O Dr. Daniel Vila acrescenta que a reunião conta com observadores da Argentina e do Peru, o que reforça o caráter internacional e a crescente adesão regional ao projeto.
Pauta 1 - Iniciativa do Portal do MONAN no LNCC
O Dr. Roberto Souto, do Laboratório Nacional de Computação Científica, apresenta o estágio de desenvolvimento do portal de serviços de supercomputação voltado à comunidade do MONAN, cujos trabalhos iniciaram em agosto de 2025. Explica que o portal servirá como interface para a submissão de jobs no supercomputador Santos Dumont, permitindo que usuários configurem parâmetros como tempo de início, duração da previsão e resolução requerida. Ressalta que a plataforma possibilitará o teste do modelo em diferentes arquiteturas, incluindo unidades de processamento gráfico (GPUs), o que é fundamental para a portabilidade e eficiência do núcleo dinâmico do modelo. O Professor Pedro Dias sugere que o portal inclua a opção de inicialização com dados do ERA5 como padrão, visando facilitar a pesquisa acadêmica. Em resposta, o Professor Pedro Peixoto complementa que scripts para o download automático de dados do ERA5 e para a geração de malhas personalizadas já foram integrados ao framework de execução do MONAN, garantindo que o portal possa operar com essas condições iniciais de forma transparente.
Pauta 2 - Relatório do 1º Workshop de Modelagem Oceânica Operacional (REMO-MONAN)
O Dr. Ronald Buss de Souza apresenta os resultados do workshop realizado em parceria com a COPPE da Universidade Federal do Rio de Janeiro em setembro de 2025. Informa que o foco do encontro foi a convergência entre a Rede de Modelagem e Observação Oceanográfica (REMO) e o projeto MONAN para a escolha da componente oceânica e criosférica do modelo. O Dr. Ronald Buss destaca que a avaliação dos modelos candidatos, HYCOM e MOM6, não deve se restringir a métricas estatísticas ponto a ponto, mas focar na representação fidedigna de processos oceanográficos como giros, massas d’água e transporte de correntes. O Professor Afonso Paiva observa que, embora ambos os modelos sejam robustos, há uma tendência de convergência para o MOM6 devido à sua vasta comunidade de desenvolvedores e à prontidão de ferramentas de assimilação de dados. O Professor Pedro Dias propõe que o comitê mantenha atenção ao projeto MPAS-Ocean para assegurar a consistência futura dos fluxos de calor e momentum entre oceano e atmosfera, dado que ambos compartilham a mesma infraestrutura de malhas variáveis.
Pauta 3 - Desenvolvimento e Avaliação da Componente Atmosférica
O Dr. Saulo Freitas apresenta as avaliações recentes do MONAN Release 1.4, destacando que o modelo tem demonstrado competitividade frente a centros globais de previsão. Observa, contudo, a persistência de um viés frio continental na temperatura a dois metros, possivelmente causado por uma transparência excessiva da atmosfera simulada, o que exigirá sintonização fina entre as parametrizações de radiação, microfísica e turbulência. Ressalta os sucessos na simulação do ciclo diurno de precipitação na Amazônia e em casos extremos como as chuvas intensas no Rio Grande do Sul e o ciclone Akará. Anuncia que a meta para 2025-2026 é a implementação de uma versão pré-operacional determinística global com resolução de 10 km e 55 níveis verticais na Divisão de Operações do INPE. Propõe ainda o desenvolvimento de uma malha de resolução variável com refinamento de 5 km sobre a América Latina e Caribe, visando prover soberania de dados para a região.
Pauta 4 - Proposta de Integração de Inteligência Artificial
O Dr. Haroldo Campos Velho apresenta uma agenda estratégica para a integração de técnicas de Inteligência Artificial (IA) ao MONAN. Explica que o objetivo não é a substituição dos modelos físicos, mas a criação de ferramentas complementares para a previsão de eventos extremos, como descargas elétricas e geadas, e para o escalonamento de alta resolução (downscaling). Destaca que a IA pode reduzir significativamente o custo computacional na geração de ensembles para quantificação de incertezas. Convida o comitê a organizar um encontro técnico específico para alinhar as frentes de IA com as demandas oceânicas e atmosféricas, mencionando o interesse de cooperação manifestado pela Nvidia. O Professor Pedro Dias reforça que o uso de técnicas de aprendizado de máquina para aumentar o número de membros em previsões por conjunto é uma tendência que o projeto deve perseguir.
Pauta 5 - Status do Desenvolvimento do Framework JEDI
O pesquisador João Gerd apresenta os avanços na implementação do framework JEDI para a assimilação de dados. Informa a realização de ciclos de teste de seis horas para a primeira quinzena de setembro de 2025, utilizando dados convencionais, GPS e ventos por satélite. Carlos Bastarz esclarece que um marco técnico fundamental foi o cálculo bem-sucedido da Matriz de Covariância dos Erros de Previsão (Matriz B) para a resolução de 60 km, superando um gargalo que impedia o progresso da assimilação. João Gerd acrescenta que os próximos passos incluem a inclusão de radiâncias de satélite, cruciais para a qualidade das análises no Hemisfério Sul, e a realização de testes integrados diretamente com o código-fonte do MONAN.
Decisões
O comitê, por consenso, ratificou a necessidade de definir o componente oceânico definitivo (MOM6 ou HYCOM) até o encerramento do ano de 2025, baseando-se nas rodadas globais de 20 anos que estão sendo processadas para comparação de processos. Deliberou-se pelo fortalecimento da colaboração com o LNCC para a disponibilização de uma versão de testes do portal de supercomputação ainda em 2025. Ficou acordado que a equipe técnica priorizará a inclusão de dados de satélite no JEDI e a sintonização física para redução dos vieses térmicos identificados na componente atmosférica. Por fim, o comitê acolheu a proposta de Daniel Vila de iniciar articulações diplomáticas, via OMM e Itamaraty, para a eventual criação de um centro regional de previsão latino-americano baseado na tecnologia do MONAN.
Encerramento
Nos encaminhamentos finais, o Professor Pedro Dias ressalta que o projeto atingiu um nível de maturidade sólida, evoluindo de propostas teóricas para resultados técnicos concretos. Saulo Freitas agradece a dedicação de todas as equipes e informa que os materiais das apresentações serão compartilhados via Google Drive para análise detalhada dos membros. Nada mais havendo a tratar, a reunião foi encerrada às 16h10.